(Erving Goffman: Estigma, 1988, p. 24)
quinta-feira, 15 de abril de 2010
Um cego escreve:
Isso levaria imediatamente a se pensar que há muitos acontecimentos que podem diminuir a satisfação de viver de maneira muito mais afetiva do que a cegueira. Esse pensamento é interamente saudavel. Desse ponto de vista, podemos perceber, por exemplo, que um defeito como a incapacidade de aceitar o amor humano, que pode diminuir o prazer de viver até quase esgota-lo, é muito mais trágico do que a cegueira. Mas é pouco comum que o homem com tal doença chegue a aperceber-se dela e, portanto, a ter pena de si mesmo.
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